sexta-feira, 21 de julho de 2017

Trova 01

Visite as páginas!
(Pelo celular, clique na seta branca, acima a direita)

Raio de Luz
Alina Castelo Branco
Trovas de 01 a 010 pág.  Poesias As4Maria's



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Noite da Paixão


(951)
Noite tão escura
dói a da paixão
pois a dor de Cristo
fez tremer o chão;
raios acenderam
e rasgaram os céus,
os trovões soaram
e apavoraram
todos os incréus;
e você ó Cristo,
todo dolorido
sangue a correr,
ia se ultimando
mesmo assim chorando,
ia perdoando
também nos amando;
e a humanidade
fraca e cruel
bebe até hoje
a taça do fel.
Noite tão escura
foi a da paixão
nem é bom lembrar...
dói o coração!
Alina Castelo Branco
(10/04/1977)

Tudo Passa


(958)
Tudo passa
nessa vida
não sou eu
que digo isso;
os que vieram
na minha frente
já passaram
já deixaram
de ser gente;
nossa passagem
veloz
o nosso rastro
saudoso
tão pequeno
e misterioso
deixa na alma
daqueles que ficam
uma saudade
infinda, calma
e dolorida
e como não sabemos
quando termina
nosso roteiro
e caminhada
pois essa terra
fértil e amada
vivamos com Cristo
todos os momentos
até mesmo o menor
dos nossos pensamentos.
Alina Castelo Branco 
(28/04/1977)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Acróstico de Adriana


  


Amanhã é outro dia
Depressa o tempo passa 
Repare bem no passado 
Insiste em vencer a luta 
Amplie seus objetivos 
Não tema nada na vida 
A vida tem seus motivos. 

Alina Castelo Branco
(03/12/1985)



terça-feira, 28 de julho de 2015

Mãe


(447)
Agradeço a Deus
por ter nascido;
por ter nascido mulher
e ter podido ser mãe.
Ser mãe é algo sublime
é embalar um pequenino
é dar a vida a outro ser.
Ser mãe é abrigar no peito
todo desejo, todo amor,
todo carinho, todo anseio
que tem pelos filhos seus.
Ser mãe é orar
a vida inteira
pedir proteção a Deus
pelo seu lar e seus filhos
é renuncia de viver.
II
Vale a pena ser mãe
ver seus filhos estudando,
trabalhando,
ver seu esforço reconhecido
ver os seus filhos crescidos
ver seus deveres cumprido
ver que foi uma mãe cristã.
Alina Castelo Branco
(31/05/1976)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Segundo Domingo de Maio


(1000)
Hoje é seu dia!
Dia arranjado
premeditado
pois mesmo aqueles
que são tão maus
sempre aparecem
nesse domingo
que foi marcado
para festejar
tão grande dia;
pra você ter
belos presentes
e o carinho
dos filhos seus;
para o comércio
ganhar dinheiro
em cima disso,
de um amor
tão verdadeiro!

Estou aqui para dizer
a quem é mãe:
“Todos os dias do mês,
do ano, que se arrastam
longos, enfadonhos de luta,
de dor, de sacrifício
até os dias
de alegria
e felicidade
que são tão poucos
nessa jornada;
todos os dias
são sempre seus
pois você vive
intensamente,
cada minuto
cada presente.
Dia das mães!
Que ironia!
Pra ganhar flores
pra ganhar beijos,
ganhar carinho
muitos abraços
e muitos presentes.

Todas as mães
do mundo inteiro
deviam ter
de todos os filhos
mais recompensa
mais alegria
mais gratidão
no dia a dia....
Alina Castelo Branco 
(08/05/1979)

Hora Especial


(999)
Existe hora especial
pra Deus no céu
abri os braços
pra receber
todas as mães
que vivem, sofrem
choram, lamentam
o peso eterno
do sofrimento?

Devia haver, sim
festa no céu
com muita luz
muita alegria
pra toda a mãe
que deixa a terra
em qualquer hora
em qualquer dia.
Alina Castelo Branco 
(08/05/1979)


Será?


(1002)
Será que a planta
sente saudade
sofre de angústia
morre de dor?
Tenho certeza que
como o homem
ela também
tem suas crises
crises de horror,
porque em casa
tenho uma planta
frágil, mimosa
e quando estive
 ausente, uns meses
fora de casa
o dia inteiro
para trabalhar
e mal cuidava
dessa plantinha
nem tinha tempo
pra descansar,
de tão verdinha
perdeu a cor
perdeu as folhas
quase morreu
de tanta dor!
Alina Castelo Branco
(08/05/1979)

domingo, 26 de julho de 2015

Viva no Céu


(863)
Ora! Viva o céu
com o sol vibrante;
com suas nuvens
todas, tão brancas!
Essa claridade
mais e mais brilhante
é como a alegria
que invade a todos
depois das lágrimas
e dos dissabores.
Quanta chuva!
Quanta frieza!
Quantos dias tristes
e noites sem estrelas!
Quem consegue amá-las
sem nem poder vê-las?
A chuva passou,
como tudo passa
e o sol chegou;
com ele, a luz,
vida, movimento
pois a minha alma
quando muito fria
precisa do sol
e do seu calor;
precisa de Cristo
e do seu amor!
Alina Castelo Branco 
(05/09/1977)

sábado, 25 de julho de 2015

O que Faço?



(868)

O que faço?...
Por que traço
o meu destino
sempre, sempre
atordoado?
Quero paz,
vejo tumulto;
quero risos,
vejo lágrimas;
quero o bem
ganho o mal;
amo o mundo
e as criaturas
mesmo as más,
cruéis, impuras;
nem espero o pedido
do perdão pra perdoar,
mesmo assim nada sai
como venho a desejar.
Está errado!
Tudo errado
no que penso
no que faço
no que traço....
Alina Castelo Branco
(05/10/1977)

Pobre, Bem Pobre


(869)
Vivia o pobre
antigamente,
contando tostão;
mudou a moeda
para cruzeiro, para cruzado
mas cresce, aumenta
alastra a pobreza
no mundo inteiro
e o pobre, sofre
ontem, agora,
pra ele a vida
nunca melhora;
talvez um dia
lá no além
ele esqueça o mal
e receba o bem;
passe a gozar
de mais regalia
tenha mais paz
e a mais alegria.
Alina Castelo Branco
(08/10/1977)


Filho, É bom


(870)
O filho é seu,
a filha é sua
prepare o espírito
pois a luta é dura.
Filho é bom
mas dá trabalho;
filho é amor,
trabalho dobrado;
se é pequeno
vale por dez
e quando cresce
e se liberta
de todas as coisas,
não olha nada
que vai deixando;
não observa
o que vai fazendo
nem os sofrimentos
que vai causando,
mas mesmo assim
filho, é bom,
é um consolo
é uma dádiva
para o coração,
de cada pai
e de cada mãe
que vê no filho
ou na filha
a sua própria
realização.
Alina Castelo Branco 
(08/10/1977)


Nevoeiro


(877)
Num céu nublado
nada se vê:
é tudo cinza...
é um nevoeiro
quase dividindo
e separando
o céu de Cristo
do mundo inteiro;
e a distância
já é tão grande
e aumenta mais
quanto maior
é o nevoeiro
e quanto maior
é a maldade
no mundo inteiro.
Alina Castelo Branco
(19/10/1977)


domingo, 19 de julho de 2015

Lá Vem Ela!...


(443)
Corre gente 
lá vem vindo 
lá vem ela 
a tempestade; 
como vem soprando 
e derrubando 
tudo no chão; 
corre gente 
lá vem ela 
vem esmagar 
nosso coração. 
Alina Castelo Branco 
(18/10/1976) 









Moleza


(437)
Com toda a moleza
que sinto no corpo
de uma gripe tenaz
que me pegou
bem desprevenida
uma gripe cruel
e descabida
que só me chega
quando não quero;
com tudo isso
com o desânimo
que nesse momento
me enche a vida
ainda tenho
dentro de mim
muita alegria.
Alina Castelo Branco
(08/10/1976)

Na Igreja


(436)
Estou na igreja
na sala de aula
é reconfortante
enche-me de calma
a assim minha alma
torna-se leve
pois é na igreja
entre os altares
e velas acesas;
entre orações
e recolhimento
que reconsidero
o meu pensamento.
Alina Castelo Branco
(08/10/1976)