sábado, 20 de dezembro de 2014

Dezembro de 1976


(256)
Mais um ano
que se acaba
e com ele
todos os problemas:
foi bom o ano
para os seus sonhos
para sua vida
e seus ideais?
Pra mim foi bom
até demais!...
Alina Castelo Branco
(06/12/1976)


Voltou o Sol


(244)
Voltou o sol a iluminar
a trazer calor
a aumentar a força
que nos dias frios
tende a sumir;
o sol é vida
todo majestoso
clareando tudo
com o seu esplendor
é a fonte de luz
que enriquece a terra;
quem  já viu o sol
vir aparecendo
e surgindo lindo
por detrás da serra?...
Alina Castelo Branco 
(18/11/1976) 




Cartão de Natal(3)



Cartão de Natal(36)

Cartão de Natal(36)


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Um Ideal


(186)
Um ideal!
Vocês nem podem
imaginar,
o que é a gente
acalentar
durante a vida,
a vida inteira
um ideal
e ver que um dia
o seu esforço,
a sua luta
que é a luta igual
de tanta gente
valeu a pena
o sacrifício
de tanta luta
que foi preciso
para se ter
em nossas mãos
o que sonhamos
durante anos
e dentro de nós
acalentamos
com emoção.
II
Se o bom da vida
é mesmo lutar,
estou feliz
por desejar
algo a mais
embora venha
à minha vida
para alegrar
meu coração
tarde demais.
Alina Castelo Branco 
(21/06/1976)



Cultivar a Flor


(192)
Plante uma rosa
deixe nascer,
deixe crescer
para colher;
assim é a vida,
também o amor
também a fé
e a esperança
em Nosso Senhor.
II
Se você quer
ser feliz
plante a semente
firme a raiz
e depois um dia
nasce a semente
cresce, floresce
e você, somente,
irá colher
daquela planta
que semeou
com o carinho
e o seu amor
que você mesma
lhe dedicou
com muito zelo;
pra sua surpresa
e alegria
você verá
num lindo dia
surgir então
um lindo botão
que com o tempo
abrir-se-á
e tornar-se-á
uma linda flor
fruto do carinho
e do seu amor.
III
E toda vez
que você pensar
em ter uma flor
plante a semente;
não ponha pressa
na sua mente
deixe o tempo
lhe ajudar;
tenho certeza
que um dia a flor
irá brotar.
Alina Castelo Branco 
(16/06/1976) 




No Ar


(194)
Querer voar
todos querem
só que não podem
pois só os pássaros
possuem asas
asas velozes
que cortam os ares
e a sua plumagem
cobre o espaço;
pobre de mim
que não sou pássaro
que vivo presa,
acorrentada,
ao chão colada
lembrando coisas
chorando mágoas
presa ao passado.
II
Se eu pudesse
olhar pra frente
sem ver as nuvens
negras da mente,
se não houvesse
mais o passado,
só o presente
e um futuro
a desejar,
a construir,
a idealizar,
aí então
seria livre
eternamente,
totalmente, livre
para voar,
voar bem alto,
ganhar os ares,
cortar o espaço
com toda a garra
e assim voando
me aproximar
da eternidade!
Alina Castelo Branco 
(31/05/1976)