sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Singeleza


(908)
A singeleza de uma noiva
ao entrar numa igreja
pra provar a Deus a todos
o calor do seu amor
e a pureza do seu beijo
é algo emocionante;
ver uma jovem linda
ao lado do seu amado
toda feliz e contente
e o noivo bem arrumado
todo vaidoso e feliz
e muito mais do que isso
ansioso, enamorado
aguardando o momento
de ficar longe de tudo
sem tumulto, sem barulho
com sua noiva amada
afinal, ela já é
sua esposa tão querida
desejada e esperada.
Alina Castelo Branco
(07/02/1977)




Quisera


(892)
Quisera ter
meus vinte anos;
voltar ao tempo
em que me casei!
Como ele era
jovem e feliz,
muito bonito,
muito elegante!
Revendo o tempo
que já passou
cruel, tremendo,
vejo-o agora
tão diferente
tão castigado
por esse tempo,
tão implacável
tão inclemente!
Eu me pergunto
a toda hora
se nós não somos
tão imbecis
e rabugentos
que não soubemos
aproveitar
todos os tempos
com seus minutos
e seus segundos
pois muitas vezes
a morte vem
desarma a gente,
banca valente,
separa tudo,
destrói o tempo
que já é curto.
E o que fica
de tudo aquilo
que já tivemos,
o que já fomos
o que seremos?
Alina Castelo Branco 
(09/06/1978) 



Aquele Tempo!


(891)
Aquele tempo
está tão longe
já tão distante
nem lembro mais;
naquele tempo
era feliz
tudo era bom
tudo era paz!

Aquele tempo
em que amava
e era amada
a vida em si
tinha mais cor;
naquele tempo
era feliz
não tinha dor!
Alina Castelo Branco 
(09/06/1978)



Grande Dor


(888)
A dor que sinto
dá pra chorar.
É dor aguda;
é de espantar;
fica lá dentro
magoa tanto
maltrata a mente,
me faz chorar.
É grande a dor
e o meu pavor
corre  no sangue
fica a jorrar;
tão grande, imensa
que me transforma
que me sufoca
me faz lembrar
um grande amor;
tamanha é a minha
imensa dor!
Alina Castelo Branco 
(09/06/1978) 



Da Janela


(886)
Da minha janela
vejo um morro imenso;
sou possuída logo
de um desejo intenso
de ir até lá
na parte mais alta
daquele morro
e ver a cidade
toda, toda, toda!
Falta-me a coragem
pois não fui talhada
e nem preparada
para escalar montanhas;
falta-me o equilíbrio
que os alpinistas
têm no seu sangue
e como admiro
essas criaturas
que se lançam em campo
enfrentando tudo
com espontaneidade
e muita segurança.
Não tenho jeito
de seguir direito
esse meu desejo
vou me conformando
de apenas ver
da minha janela
aquele morro
aquela altura
majestosa e bela!
Alina Castelo Branco 
(17/11/1977)



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Obrigada, Virgem


(733)
Quantas rosas eu teria
que comprar nesse momento
pra poder encaixotar
todas elas enroladas
em lindo papel de seda
uma caixa bem bonita
com um cartãozinho em cima
minha letra bem escrita
junto ao perfume das rosas
envolvendo esse caixote
uma fita cor de rosa?
Como iria colocar
o meu agradecimento
a Virgem Santa, querida
dentro daquele cartão
e que palavras diria
pra mostrar a ela então
que estou agradecida?
Sabem o que eu iria fazer:
escrever um verso lindo
com uma lágrima a correr
e com o rosto sorrindo
a Virgem Santa eu diria
com o coração a bater
de tanta paz e alegria:
“Obrigada, Mãe querida!”
Alina Castelo Branco 
(02/08/1976) 



Que Presente?


(732)
Qual o presente melhor
quando se quer agradar
e também agradecer
a quem tanto nos ajuda
e também se preocupa
com o que nos aconteça
e o que venha a acontecer.

Uma caixa de bombom,
um ramalhete de rosas,
um bom perfume francês
uma quantia em dinheiro
uma viagem ao Brasil
um cãozinho pequinês
ou um amor por inteiro?...

Sinceramente, não sei
qual o melhor pra se dar
a quem muito nos ajuda
nossa vida a melhorar
o melhor presente então
é o que parte cá de dentro
que é o nosso coração
que é o afeto mais bonito
e por Deus reconhecido
que é a nossa gratidão.
Alina Castelo Branco 
(02/08/1976)